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O Saco de Arroz e o Sorvete

Segundo Tiago, perseverança é a força usada para suportar a provação:

“Feliz é o homem que persevera na provação”

Tiago 1.12

Sem perseverança, não se suporta. E, numa via inversa, aquele que não tem tribulações, não pode ter perseverança:

“a tribulação produz a perseverança”

Romanos 5.3

Vamos tomar como exemplo um braço sustentando um saco de arroz. Neste exemplo, o braço seria cada um de nós, o saco de arroz seria a tribulação, e a força nestes braços seria a perseverança. Sem esta força, mesmo que haja um braço, não se pode sustentar o saco de arroz. Ao mesmo tempo, o braço que constantemente se exercita, fazendo esforço semelhante periodicamente, terá mais força para sustentar o peso do que o braço que nunca faz esforço. Assim também o homem que, constantemente, suporta tribulações terá mais perseverança do que o que nunca passa por tribulações.

As tribulações produzem a perseverança para o bem porque exigem um esforço maior de nós. Perseverança é a decisão firme de continuar, ir até o fim, independentemente dos obstáculos encontrados no meio do caminho. Para existir, a perseverança exige a presença de obstáculos e empecilhos. Ninguém persevera naquilo que não é impedido. Se uma criança gosta muito de sorvete de chocolate, não precisa perseverarem tomá-lo. A perseverança só aparecerá no momento em que ela não tiver mais o dinheiro para comprar o sorvete, ou quando estiver com tanta dor de dente que seja incômodo tomar sorvete, ou quando qualquer outra dificuldade relacionada ao sorvete aparecer. Se nestes momentos a criança demonstrar esforço para continuar a sua rotina, tomando sorvete, podemos chamar este esforço de perseverança.

Perseverar é ter uma força de vontade que te faça se esforçar para vencer todo obstáculo que lhe impeça de chegar ao seu objetivo. É uma capacidade amoral, isto é, não pode ser definida como certa ou errada em si mesma. A moral está onde aplicamos a perseverança. Posso perseverar em fazer o bem, o que seria uma atitude moral; bem como posso perseverar em fazer o mal, o que seria imoral. A perseverança só assume forma de maldade ou bondade quando analisamos a ação em que ela é empregada.

Por isto, não há restrições para perseverar, quando se persevera naquilo que se deve perseverar. Devemos buscar ter sempre em nós esta firmeza que nos leva além dos nossos limites. E quando você encontrar obstáculos, saiba que é verdadeira a frase que diz: “O que não te mata, te deixa mais forte”.

Vinícius Albuquerque

O Espírito de Deus é a bênção principal, pois é a substância de todas as bênçãos espirituais de que precisamos infinitamente mais que todas as outras e em que consiste a nossa felicidade verdadeira e eterna. Conforme já foi observado, o Espírito Santo é a síntese das bênçãos que Cristo adquiriu; a essência das bênçãos pela qual os crentes devem orar. Por isso, quando os discípulos vieram a Cristo, desejando que lhes ensinasse a orar (Lucas 11), ele, desse modo, ao orientá-los especificamente sobre o cumprimento desse dever, acrescentou: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11.13).

Pelas palavras de Cristo, podemos perceber que não há outra benção pela qual somos grandemente instados a orar senão a do Espírito de Deus. As suas palavras indicam que o nosso Pai celestial está especialmente pronto a conceder seu Espírito Santo àqueles que o pedirem. Quanto mais excelente for a natureza do benefício de que necessitamos, tanto mais pronto está Deus para o conceder a nós em resposta à oração. A bondade infinita da natureza de Deus é o benefício mais fartamente concedido; o propósito grandioso da nossa redenção é o mais bem respondido; Jesus Cristo, o Redentor, tem o êxito máximo em seus empreendimentos e trabalhos; as bênçãos mais sublimes pedidas em oração são os anseios mais excelentes, e, portanto, consoantes ao que Deus mais aprova e está mais pronto a conceder.

A Busca do Avivamento Extraído do livro A Busca do Avivamento, de Jonathan Edwards.

 Copyright: © Editora Cultura Cristã

 Obs: Você pode comprar o livro clicando aqui.

Aqui há uma organização de trechos de livros que foram organizados a fim de que você pudesse lutar com entendimento para ser plenamente satisfeito em Deus.

“Por trás da busca pela satisfação em Cristo – que dá sustentação à vida de sacrifício por Ele – encontra-se sempre a busca para ver a sua glória. Todas as estratégias da luta pela alegria são, direta ou indiretamente, estratégias para ver a Cristo de forma mais plena.”
Quando eu não desejo Deus
pág. 56
John Piper
 
 
“Há uma diferença entre ter um juízo racional de que o mel é doce e ter uma percepção de sua doçura(…) Logo, há uma diferença entre acreditar que uma pessoa é bonita e ter uma percepção de sua beleza. O primeiro pode ser obtido por meio de ouvir, mas o segundo, apenas quando vemos o semblante da pessoa(…) Quando o coração é sensível à beleza e à amabilidade do objeto, ele necessariamente sente prazer na percepção desse objeto. A sensibilidade do coração à beleza de um ser faz supor que a impressão sobre esse ser é doce e agradável à alma”.
A Divine and Supernatural Lights
pág. 414
Jonathan Edwards 
 
 
“Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.”
Salmos 34.8
 

Provar é ver que o Senhor é bom. Todo o que prova verdadeiramente, vê que o Senhor é bom. Quem vê a Deus, tem prazer nele; Quando o cristão deixa de vê-lo, passa, gradualmente, a ter esperança do seu prazer em Deus sufocada pelos prazeres automáticos, porém de pouca duração, do pecado.

 
“A glória que já vimos e a esperança de que veremos mais produzem e sustentam nossa alegria agora”
 Quando eu não desejo Deus
pág. 57
John Piper
 
 
“Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, crêem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa”
1 Pedro 1.8
 
 
“Paulo diz que quando atentamos para as marcas visíveis da glória de Deus na natureza (dos átomos às supernovas), todos nós vemos claramente a glória de Deus”
Quando eu não desejo Deus
pág. 57
John Piper 
 
 
“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”
Romanos 1.20

Trechos extraídos dos livros Quando eu não desejo Deus de John Piper (© Editora Cultura Cristã), A Divine and Supernatural Lights de Jonathan Edwards

Glorificar a Deus em tudo evita muitos males

Se tivessem me ensinado a glorificar a Deus por todas as coisas desde o início de minha caminhada espiritual, eu teria, sem sombra de dúvida, evitado muitos males:

  • Eu teria glorificado a Ele, reconhecendo-o como o autor e consumador da minha salvação; assim não teria dado ouvidos ao acusador, que se aproximava depois de cada pecado, dizendo: “Você é um péssimo cristão. É assim que pretende entrar no céu? Você merece o inferno!” Claro que sou um péssimo cristão. Não era nada além disso que Deus esperava de mim. É por isso que ele demonstrou o seu amor enviando Cristo, que “morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Por que o Pai enviaria um salvador a quem não precisa de salvador? São os doentes que precisam de médico!
  • Eu teria glorificado a Ele, reconhecendo-o como aquele que opera em mim tanto o querer quanto o efetuar, no desenvolvimento da minha salvação (Filipenses 2.12-13). Quanta frustração eu teria evitado, esgotando minhas forças em espiritualidades vazias que não teriam valor algum no desenvolvimento da minha salvação. Como eu poderia saber que aquela sensação de incapacidade plena vinha apenas para me mostrar o óbvio: Que dependo plenamente de Deus também para isto? Como eu poderia saber que Deus colocava esta sensação em mim para que eu o reconhecesse como o doador de toda virtude necessária nesta tarefa?
  • Eu teria glorificado a Ele perseverando em oração, reconhecendo-o como aquele que faz justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite (Lucas 18.7-8). Como houveram poucos clamores constantes nos meus lábios! A verdade é que a oração é uma dificuldade para todo o que não vê a Deus como soberano, de fato. Quem vê a Deus como soberano sobre tudo, como a quem nada foge de sua vontade, oraria. Eu oraria até para ver Deus como soberano. Oraria para que pudesse orar. E assim teria visto meu desejo sendo intensificado, até que se cumprisse. Teria vivido alegrias sem número a cada resposta de oração.
  • Eu teria glorificado a Ele com ações de graças pelo alimento, pelo sustento, pela residência, pela saúde, pela vida, pela salvação, pela comunhão…

Me faltariam palavras e tempo para descrever todo tipo de mal que nasce em uma alma que não foi ensinada a glorificar a Deus de forma consciente. É tão incoerente como um cristão que não conhece a Cristo.

Vinícius Albuquerque

Não que eu queira ser moralista, mas…

Já percebeu quanta cobiça é despertada em você por coisas que não são necessárias a vida? Nunca percebeu que aqueles emails que você recebe te enchem de desejos consumistas? Principalmente quando vem “Esta oferta só através do email”. Sua mente entra, automaticamente, em processos de contabilidade. “Se eu apertar aqui, talvez consiga comprar”. Os sites de compra coletiva então… nem se fala! Mas quando se fala de usar seu dinheiro para ajudar os mais necessitados, não se pode apertar coisa nenhuma. Por que é assim? Porque é a tua cobiça que te impulsiona a comprar. Tua cobiça nunca te impulsionará a dar, mas somente a reter e adquirir.

Sabe aquela vontade de que todos vejam as fotos de sua última viagem no facebook? Aquela vontade de ser visto, de ser aceito, de ser admirado. Se curtirem e compartilharem, será muito bom para o seu ego! E isto se manifesta até nos que fritam os miolos tentando formular frases de efeito, a fim de serem adorados por sua suposta sabedoria. Sim, isto também é a cobiça por glória.

E quando você, mulher, encontra o perfil daquela pessoa, que não vê a anos? “Nossa… como ela está bonita!” “Ai! Eu quero uma bolsa daquela!” E sem perceber a inveja já dominou seu coração. E, simplesmente por estar mais magra, estar bem financeiramente, estar namorando um homem bonito ou possuir mais coisas que você, seu coração fica inflamado. “Como pode?!”

Nunca percebeu,homem, que aquele programa de TV, tão inofensivo, te faz procurar as dançarinas semi-nuas que estão sempre no palco? Nunca percebeu os closes de câmera, que passam pelo corpo de mulheres com anatomia perfeita? Isso… Estou falando daqueles momentos em que sua natureza pecaminosa aplaude! Alguns daqueles momentos até despertam sonhos em você. Isto é a cobiça da luxúria em você.

Sinceramente, eu cansei desse joguinho. Esse jogo do “quão longe eu posso ir e ainda continuar sendo um cristão”. E se você não vê esta linha divisória que eu coloquei através do texto, das duas uma: Ou você é muito puro, ou você é cego demais. No dia em que fomos chamados por Cristo, automaticamente fomos chamados para abrir mão de algumas coisas. Peça a Deus para abrir seus olhos. Perceba aquilo que te domina, que te faz pecar. E, por fim, lance isto para longe.

Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno.

Mateus 5:29

É simples. É o evangelho. Não tente achar outro caminho para vencer o pecado, porque não há. Se um dia fomos alcançados por Cristo, estamos fadados a viver o resto de nossa vida mutilando e arrancando de nós o que nos faz pecar. Esse é o caminho que o próprio Jesus nos deu. Ele não disse: “Se teu olho te faz pecar, reduza o tempo em que você o usa”. Também não disse: “Se teu olho pecar, leia bastante a bíblia e ore muito, até que o teu olho não consiga mais fazer você pecar”.

Você já sabe o que fazer. Então faça.  Jesus não estava falando de pecado neste versículo. Ele falou do que te leva a pecar. É assim que se foge do pecado. É assim que aniquilamos o pecado em nós: cortando aquilo que o alimenta. Se você não consegue, ore, peça a Deus para te libertar. Se consegue, ore também. Não pense que pode fazer isto sozinho. Se houver capacidade em você, pode ter certeza de que foi Deus quem te deu. Ande com Deus. Extraia dele as forças necessárias para viver uma vida de santidade aqui na terra. E viva como quem realmente espera a volta de Cristo.

Vinícius Albuquerque

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