Archive for fevereiro, 2012


Fé gera Deus em Você

“Porque para Deus nada é impossível.”
Lucas 1.37

“Ah Senhor DEUS! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; NADA HÁ QUE TE SEJA DEMASIADO DIFÍCIL”
Jeremias 32.17

“E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.”
Marcos 9.23

Quando um homem possui fé, atributos divinos lhe são confiados. Por exemplo: Apenas Deus é justo (Romanos 3.10). Entretanto, nós nos tornamos justos por meio da fé:

“o homem é justificado pela fé”
Romanos 3.28

Deus é detentor de toda autoridade. Entretanto, quando temos fé, recebemos autoridade divina:

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.”
Marcos 11.22-23

Através da fé recebemos atributos divinos, porém estes atributos não entram em conflito com Deus. Pelo contrário. Como vieram dEle, nos levam a ser mais parecidos com Ele. A fé é o meio pelo qual Deus nos faz mais parecidos com ele. Não uma fé morta, mas uma fé viva, ativa. Tiago nos dá a definição de uma fé viva:

“Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta. 
Tiago 2.26

Uma fé viva é uma fé que nos leva a agir. A fé viva nos leva a buscar a Deus, porque ninguém se esforça na busca pelo que não tem esperança de encontrar. A fé viva nos leva a lutar contra o pecado, porque ninguém se esforça numa luta contra o que não espera vencer. A fé viva nos leva a orar, porque ninguém pede com perseverança se não espera receber. A fé viva nos leva a pregar o evangelho, porque ninguém prega se não crer que alguém possa ser alcançado.

Obviamente, falo da verdadeira busca a Deus, da verdadeira luta contra o pecado, da verdadeira oração, e da verdadeira pregação do evangelho. Tudo isso pode ser feito por outros motivos, mas para ser feito da forma que Deus nos ordena, só através da fé. Só podemos ser santos agindo com fé. Como o Espírito nos ensinou através da boca de Paulo, “tudo o que não provém da fé é pecado” (Romanos 14.23). De fé em fé, nos tornamos mais parecidos com Deus.

Vinícius Albuquerque

Ocorrências e exemplos bíblicos do êxito da oração servem de grande encorajamento para orar por essa graça. A maioria dos livramentos e restaurações extraordinários da igreja de Deus, mencionados na Escritura, foi em resposta à oração. Por exemplo, a redenção da igreja de Deus do cativeiro egípcio. Foi em resposta à oração que o sol se deteve em Gibeão e a lua, no vale de Aijalom, e o povo de Deus obteve aquela grande vitória sobre os inimigos [...].

A restauração da igreja de Deus do cativeiro babilônico, conforme aparece muitas vezes tanto nas profecias como nas histórias bíblicas, foi em resposta à oração extraordinária. A restauração da igreja judaica, após a destruição da Babilônia, é um tipo evidente da restauração gloriosa da igreja, após a destruição do reino do anticristo; o qual é citado muitas vezes no Apocalipse de João como um antítipo[1] da Babilônia. Sansão, na fraqueza, recebeu forças para derrubar o templo de Dagom, pela oração. Assim também o povo de Deus nos últimos dias, na fraqueza, será fortalecido e será instrumento da derrubada, pela oração, do reino de Satanás.

O Espírito de Deus foi derramado sobre o próprio Cristo, em resposta à oração: “Aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Lc 3.21-22). A esse respeito, o Espírito desceu igualmente sobre a igreja de Cristo, pois desceu sobre a cabeça da igreja. O maior derramamento do Espírito que já houve, o qual ocorreu nos primeiros dias da igreja, começando em Jerusalém no dia de Pentecostes, foi em resposta à oração extraordinária. Quando os discípulos se reuniram ao seu Senhor, pouco antes da sua ascensão, ele “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Espírito Santo” (At 1.4). Mas eles tinham em mente a restauração do reino de Israel: “Senhor, [perguntaram-lhe] será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (At 1.6). Conforme a orientação de Cristo, retornaram a Jerusalém após a sua ascensão e perseveravam unidos em oração incessante dia após dia, até que o Espírito desceu sobre eles de modo maravilhoso, começando a obra que jamais para, e todas as principais nações de converteram ao Cristianismo.

Aqueles gloriosos livramento e avanço da igreja [...] seguiram-se aos clamores extraordinários da igreja de Deus, conforme está descrito na abertura do sexto selo (Ap 6). A igreja, em estado de sofrimento, é descrita como clamando em grande voz: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” A abertura do selo seguinte desencadeia a poderosa revolução[...].

Assim como a Palavra de Deus nos dá grandes e múltiplas razões para pensarmos que se prevalecesse na igreja o espírito de oração fervorosa a favor do grande derramamento do Espírito de Deus, do qual falo, tal graça já teria sido concedida, assim também os que estão comprometidos com essa oração podem muito bem esperar o primeiro benefício. Deus virá para aqueles que o buscam e o esperam (Is 25.9; 26.8). Quando Cristo veio em carne, foi primeiro revelado àqueles que aguardavam a consolação de Israel e buscavam pela redenção de Jerusalém (Lc 2.25,38). Naquele grande derramamento do Espírito que houve nos dias dos apóstolos, que se fez presente com tão gloriosos efeitos entre judeus e gentios, o Espírito desceu primeiramente sobre aqueles que perseveravam em oração por ele. Há uma bênção especial para os que amam e oram pela prosperidade da igreja de Deus. “Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam” (Sl 122.6).

Jonathan Edwards


[1] Um antítipo é o cumprimento daquilo que o tipo simboliza, assim como Jesus foi o antítipo do cordeiro pascal.

Obs.: Omiti algumas partes em que Jonathan Edwards expunha sua crença escatológica porque este não era o objetivo. O objetivo era incentivar o leitor a orar.

O Saco de Arroz e o Sorvete

Segundo Tiago, perseverança é a força usada para suportar a provação:

“Feliz é o homem que persevera na provação”

Tiago 1.12

Sem perseverança, não se suporta. E, numa via inversa, aquele que não tem tribulações, não pode ter perseverança:

“a tribulação produz a perseverança”

Romanos 5.3

Vamos tomar como exemplo um braço sustentando um saco de arroz. Neste exemplo, o braço seria cada um de nós, o saco de arroz seria a tribulação, e a força nestes braços seria a perseverança. Sem esta força, mesmo que haja um braço, não se pode sustentar o saco de arroz. Ao mesmo tempo, o braço que constantemente se exercita, fazendo esforço semelhante periodicamente, terá mais força para sustentar o peso do que o braço que nunca faz esforço. Assim também o homem que, constantemente, suporta tribulações terá mais perseverança do que o que nunca passa por tribulações.

As tribulações produzem a perseverança para o bem porque exigem um esforço maior de nós. Perseverança é a decisão firme de continuar, ir até o fim, independentemente dos obstáculos encontrados no meio do caminho. Para existir, a perseverança exige a presença de obstáculos e empecilhos. Ninguém persevera naquilo que não é impedido. Se uma criança gosta muito de sorvete de chocolate, não precisa perseverarem tomá-lo. A perseverança só aparecerá no momento em que ela não tiver mais o dinheiro para comprar o sorvete, ou quando estiver com tanta dor de dente que seja incômodo tomar sorvete, ou quando qualquer outra dificuldade relacionada ao sorvete aparecer. Se nestes momentos a criança demonstrar esforço para continuar a sua rotina, tomando sorvete, podemos chamar este esforço de perseverança.

Perseverar é ter uma força de vontade que te faça se esforçar para vencer todo obstáculo que lhe impeça de chegar ao seu objetivo. É uma capacidade amoral, isto é, não pode ser definida como certa ou errada em si mesma. A moral está onde aplicamos a perseverança. Posso perseverar em fazer o bem, o que seria uma atitude moral; bem como posso perseverar em fazer o mal, o que seria imoral. A perseverança só assume forma de maldade ou bondade quando analisamos a ação em que ela é empregada.

Por isto, não há restrições para perseverar, quando se persevera naquilo que se deve perseverar. Devemos buscar ter sempre em nós esta firmeza que nos leva além dos nossos limites. E quando você encontrar obstáculos, saiba que é verdadeira a frase que diz: “O que não te mata, te deixa mais forte”.

Vinícius Albuquerque

O Espírito de Deus é a bênção principal, pois é a substância de todas as bênçãos espirituais de que precisamos infinitamente mais que todas as outras e em que consiste a nossa felicidade verdadeira e eterna. Conforme já foi observado, o Espírito Santo é a síntese das bênçãos que Cristo adquiriu; a essência das bênçãos pela qual os crentes devem orar. Por isso, quando os discípulos vieram a Cristo, desejando que lhes ensinasse a orar (Lucas 11), ele, desse modo, ao orientá-los especificamente sobre o cumprimento desse dever, acrescentou: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11.13).

Pelas palavras de Cristo, podemos perceber que não há outra benção pela qual somos grandemente instados a orar senão a do Espírito de Deus. As suas palavras indicam que o nosso Pai celestial está especialmente pronto a conceder seu Espírito Santo àqueles que o pedirem. Quanto mais excelente for a natureza do benefício de que necessitamos, tanto mais pronto está Deus para o conceder a nós em resposta à oração. A bondade infinita da natureza de Deus é o benefício mais fartamente concedido; o propósito grandioso da nossa redenção é o mais bem respondido; Jesus Cristo, o Redentor, tem o êxito máximo em seus empreendimentos e trabalhos; as bênçãos mais sublimes pedidas em oração são os anseios mais excelentes, e, portanto, consoantes ao que Deus mais aprova e está mais pronto a conceder.

A Busca do Avivamento Extraído do livro A Busca do Avivamento, de Jonathan Edwards.

 Copyright: © Editora Cultura Cristã

 Obs: Você pode comprar o livro clicando aqui.

Aqui há uma organização de trechos de livros que foram organizados a fim de que você pudesse lutar com entendimento para ser plenamente satisfeito em Deus.

“Por trás da busca pela satisfação em Cristo – que dá sustentação à vida de sacrifício por Ele – encontra-se sempre a busca para ver a sua glória. Todas as estratégias da luta pela alegria são, direta ou indiretamente, estratégias para ver a Cristo de forma mais plena.”
Quando eu não desejo Deus
pág. 56
John Piper
 
 
“Há uma diferença entre ter um juízo racional de que o mel é doce e ter uma percepção de sua doçura(…) Logo, há uma diferença entre acreditar que uma pessoa é bonita e ter uma percepção de sua beleza. O primeiro pode ser obtido por meio de ouvir, mas o segundo, apenas quando vemos o semblante da pessoa(…) Quando o coração é sensível à beleza e à amabilidade do objeto, ele necessariamente sente prazer na percepção desse objeto. A sensibilidade do coração à beleza de um ser faz supor que a impressão sobre esse ser é doce e agradável à alma”.
A Divine and Supernatural Lights
pág. 414
Jonathan Edwards 
 
 
“Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.”
Salmos 34.8
 

Provar é ver que o Senhor é bom. Todo o que prova verdadeiramente, vê que o Senhor é bom. Quem vê a Deus, tem prazer nele; Quando o cristão deixa de vê-lo, passa, gradualmente, a ter esperança do seu prazer em Deus sufocada pelos prazeres automáticos, porém de pouca duração, do pecado.

 
“A glória que já vimos e a esperança de que veremos mais produzem e sustentam nossa alegria agora”
 Quando eu não desejo Deus
pág. 57
John Piper
 
 
“Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, crêem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa”
1 Pedro 1.8
 
 
“Paulo diz que quando atentamos para as marcas visíveis da glória de Deus na natureza (dos átomos às supernovas), todos nós vemos claramente a glória de Deus”
Quando eu não desejo Deus
pág. 57
John Piper 
 
 
“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”
Romanos 1.20

Trechos extraídos dos livros Quando eu não desejo Deus de John Piper (© Editora Cultura Cristã), A Divine and Supernatural Lights de Jonathan Edwards

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