D. Martyn Lloyd-Jones
Ele diz que a única coisa com a qual você deve se preocupar é esta: sua própria alma! Seu relacionamento com Deus. E trata-se de algo intensamente pessoal! Sabe, Ele fala sobre entrar pela porta estreita. E eu entendo que essa porta estreita não é como imaginamos, como vemos nas gravuras; Eu acredito que essa porta estreita seja uma catraca. E você sabe qual é o objetivo de uma catraca, não sabe? Ela só permite uma pessoa por vez. Não é possível passar dois ao mesmo tempo em uma catraca. Marido e mulher não podem entrar juntos. Pai e mãe não podem entrar juntos. Pais e filhos não podem entrar juntos em uma catraca. Somente um por um. Isto é a porta estreita. Você e Deus.
Você pode ser a pessoa mais popular de sua cidade. Isto não pode te salvar. Cada um de nós haverá de comparecer a um encontro privado, pessoal, individual com Deus. Não poderemos nos esconder, não poderemos contar com juízes, autoridades, cidades, estados, ou igrejas, ou distritos, ou comunidades. Cada um de nós haverá de comparecer sozinho, face a face com Deus, pessoalmente! Ele sumariza tudo isso da seguinte forma: Os olhos do tolo, como dito no Antigo Testamento, estão nos confins da terra (Pv 17.24). E as pessoas estão conversando a noite sobre a guerra no Vietnã, e este e outro problema, e outras coisas mais, e as pessoas estão dizendo: “Deus, temos que fazer isso e aquilo…” Meu querido amigo, não são estas as questões! A questão é: Você conhece a Deus?
Categoria: Evangelho
Salvação
“E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.”
Mateus 19.24-26
1 – Acredito que Jesus tinha definido “rico” como “aquele que é servo dos bens, sendo incapaz de se desfazer deles por Deus”, pois se ele estivesse falando de quantia, os discípulos não perguntariam “Quem poderá, pois, salvar-se?” Não eram todos ricos, mas todos tinham ganância. Nesta interpretação, à luz do fato anterior (o jovem rico, que não conseguiu abrir mão de tudo o que tinha para seguir a Cristo), tudo faz sentido;
2 – Os discípulos perceberam, neste momento, que ninguém pode se salvar. É impossível aos homens qualquer atitude, ação ou percepção que lhes dê capacidade de se salvar.
3 – A resposta de Cristo mostra tanto a veracidade da afirmação “É impossível que os homens se salvem” quanto o consolo de que para Deus tudo é possível. Se por um lado todos pecamos e estamos destituídos da glória de Deus, por outro lado Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não nos imputando os nossos pecados (2Co 5.19). Meu Deus não é o Deus do impossível por fazer milagres ou coisas do tipo, apesar de também fazer todas estas coisas. Meu Deus é o Deus do impossível porque ele pode salvar a alma de um homem!
Vinícius Albuquerque
O Deus dos cristãos é um Deus que faz sentir à alma que ele é o seu único bem; que todo o seu repouso está nele; que não terá alegria senão em amá-lo; e que lhe faz ao mesmo tempo abominar os obstáculos que a retêm e a impedem de o amar com todas as suas forças. O amor-próprio e a concupiscência que a detêm lhe são insuportáveis. Esse Deus lhe faz sentir que ela tem esse fundo de amor-próprio e que só ele pode curá-la.
Assim, todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo e que se detêm na natureza, ou não acham nenhuma luz que os satisfaça, ou chegam a formar para si um meio de conhecer Deus e de o servir sem mediador, e por isso caem ou no ateísmo ou no deismo, que são duas coisas que a religião cristã detesta quase que igualmente.
É preciso, pois, tender unicamente a conhecer Jesus Cristo, uma vez que é só por ele que podemos pretender conhecer Deus de maneira que nos seja útil.
Ele é que é o verdadeiro Deus dos homens, isto é, dos miseráveis e dos pecadores. É o centro de tudo e o objeto de tudo: e quem não o conhece não conhece nada na ordem do mundo, nem em si mesmo. Com efeito, além de só conhecermos Deus por Jesus Cristo, só nos conhecemos a nós mesmos por Jesus Cristo.
Sem Jesus Cristo, é preciso que o homem esteja no vício e na miséria; com Jesus Cristo, o homem fica isento de vício e de miséria. Nele estão toda a nossa virtude e toda a nossa felicidade; fora dele, só há vicio, miséria, erros, trevas, desespero, e só vemos obscuridade e confusão na natureza de Deus e em nossa própria natureza.
“Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. Disto alguns se desviam, se entregando a vãs contendas; Querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam. Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina, conforme o evangelho da glória de Deus bem-aventurado, que me foi confiado.”
Resposta: Paulo
Referência: I Timóteo 1.5-11


