Categoria: John Piper


John Piper

John Piper

A Bíblia ensina que Deus preparou a salvação dos efeitos da Queda antes da fundação do mundo. Assim, ele anteviu que haveria uma Queda e que haveria efeitos dela que careceriam de um plano de redenção. Em 2 Timóteo 1.9, por exemplo, Paulo diz que, desde toda eternidade, Deus havia planejado nos conceder graça em Cristo Jesus como nosso Salvador. Deus não apenas anteviu na eternidade a escolha pecaminosa que Adão (e Lúcifer antes dele) faria, mas também planejou conceder graça em Jesus Cristo em resposta à miséria. Portanto, dizer que “Deus não pode antever as decisões boas ou ruins das pessoas que ele cria até que crie essas pessoas e elas, por sua vez, criem suas decisões” é supor que Deus não poderia ver infalivelmente a Queda se aproximar e assim fazer planos para ela como Paulo asseverou que ele fez. Desse modo, nossa confiança na realização da redenção seria enfraquecida porque nossa perspectiva de Deus anularia o plano eterno de redenção descrito nas Escrituras.

John Piper, in: Motivos de Desânimo: o Erro e a Injúria do Teísmo Aberto., editado em Teísmo Aberto: Uma Teologia Além dos Limites Bíblicos, São Paulo, editora Vida, 2006, p. 459-460

Aqui há uma organização de trechos de livros que foram organizados a fim de que você pudesse lutar com entendimento para ser plenamente satisfeito em Deus.

“Por trás da busca pela satisfação em Cristo – que dá sustentação à vida de sacrifício por Ele – encontra-se sempre a busca para ver a sua glória. Todas as estratégias da luta pela alegria são, direta ou indiretamente, estratégias para ver a Cristo de forma mais plena.”
Quando eu não desejo Deus
pág. 56
John Piper
 
 
“Há uma diferença entre ter um juízo racional de que o mel é doce e ter uma percepção de sua doçura(…) Logo, há uma diferença entre acreditar que uma pessoa é bonita e ter uma percepção de sua beleza. O primeiro pode ser obtido por meio de ouvir, mas o segundo, apenas quando vemos o semblante da pessoa(…) Quando o coração é sensível à beleza e à amabilidade do objeto, ele necessariamente sente prazer na percepção desse objeto. A sensibilidade do coração à beleza de um ser faz supor que a impressão sobre esse ser é doce e agradável à alma”.
A Divine and Supernatural Lights
pág. 414
Jonathan Edwards 
 
 
“Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.”
Salmos 34.8
 

Provar é ver que o Senhor é bom. Todo o que prova verdadeiramente, vê que o Senhor é bom. Quem vê a Deus, tem prazer nele; Quando o cristão deixa de vê-lo, passa, gradualmente, a ter esperança do seu prazer em Deus sufocada pelos prazeres automáticos, porém de pouca duração, do pecado.

 
“A glória que já vimos e a esperança de que veremos mais produzem e sustentam nossa alegria agora”
 Quando eu não desejo Deus
pág. 57
John Piper
 
 
“Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, crêem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa”
1 Pedro 1.8
 
 
“Paulo diz que quando atentamos para as marcas visíveis da glória de Deus na natureza (dos átomos às supernovas), todos nós vemos claramente a glória de Deus”
Quando eu não desejo Deus
pág. 57
John Piper 
 
 
“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”
Romanos 1.20

Trechos extraídos dos livros Quando eu não desejo Deus de John Piper (© Editora Cultura Cristã), A Divine and Supernatural Lights de Jonathan Edwards

Deus faz, eu também – John Piper

Este paradoxo é confeccionado no próprio tecido da revelação bíblica; Nós somos criaturas responsáveis (e assim Deus ordena); e Deus é soberano (e assim ele dá o que ele ordena). Nem a sua soberania nem nossa responsabilidade cancelam uma a outra. Considere esses exemplos:

Responsabilidade: “Circuncidai… o vosso coração” – Deuteronômio 10.16

Dom: “O Senhor, teu Deus, circuncidará teu coração” – Deuteronômio 30.6

 

Responsabilidade: “Criai em voz um coração novo e espírito novo” – Ezequiel 18.31

Dom: “Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo” – Ezequiel 36.26

 

Responsabilidade: “Tende fé em Deus” – Marcos 11.22

Dom: “por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” - Efésios 2.8

 

Responsabilidade: “Arrependei-vos” – Atos 2.38

Dom: “na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento…” - 2 Timóteo 2.25

John Piper, Quando eu não desejo Deus (São Paulo, Cultura Cristã, 2010), 228 (Capítulo Três, nota 1)

 

 

Trecho do Sermão “Como Satanás ‘salva’ a alma“:

“Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.”
1 Coríntios 5.3-5

Ele continua no verso 4: “Quando vocês estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus (que é o motivo de não estarmos fazendo isto em particular, mas na assembléia da igreja), estando eu com vocês em espírito (ou seja, vocês podem contar com a aprovação de Paulo e a presença de  sua influência por oração), estando presente também o poder de nosso Senhor Jesus Cristo, entreguem esse homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor”.

Pode ser que simplesmente colocar uma pessoa para fora da comunidade da aliança seja o mesmo que entregá-lo para Satanás, mas eu não creio assim. Quando Paulo diz, no fim do verso 4, “estando presente também o poder de nosso Senhor Jesus Cristo”, creio que ele nos mostra que alguma coisa a mais está acontecendo – alguma coisa que envolve a necessidade do poder de Jesus para acontecer. Paulo assim fez pelo menos mais uma vez, até onde eu sei (I Timóteo 1:20): “Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”.

Isto é parecido com algo que aconteceu no livro de Jó. A única vez que a Bíblia cita, além das cartas de Paulo, o “entregar alguém a Satanás” com estas mesmas palavras, ocorre em Jó 2:6, que diz, literalmente, “e o Senhor disse a Satanás: Pois bem, eu o entrego em suas mãos; apenas poupe a vida dele”.

O próximo versículo diz “Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor e afligiu Jó com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça.” E o resultado do gracioso propósito de Deus? Jó 42:5-6: “agora os meus olhos te vêem (Oh Senhor) e menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza”.

Então Satanás se tornou o meio, debaixo do soberano controle de Deus, para purificar o coração de Jó e trazê-lo para mais perto do que nunca de Deus. Essa não é a única vez que Deus usa Satanás para fazer isso. Em II Coríntios 12, Paulo descreve seu espinho na carne como um mensageiro de Satanás, o qual Deus diz ser para a humildade de Paulo e para a glória de Cristo. Verso 7: “Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar” – para impedir que eu me exaltasse!

Quando Paulo orou para que Jesus dele tirasse o espinho, a resposta que recebeu foi: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Note que quem está no controle se o “mensageiro de Satanás” é retirado ou não é Cristo. É por isso que é tão importante no nosso texto (v. 4) quando Paulo diz que entregar alguém para Satanás é “com o poder do Senhor Jesus Cristo”. Não temos o poder ou a autoridade em nós mesmos para fazer isso.

Eu encerro com minha esperança, que espero também seja a de vocês. Jesus reina sobre Satanás. E Ele usa Satanás, nosso arquiinimigo, para salvar e santificar Seu povo. Ele levou Jó da penitencia à prosperidade. Ele levou Paulo ao ponto em que ele poderia exultar-se em sua tribulação e fazer manifesto o poder de Cristo.

E Paulo espera que o resultado de entregar esse homem à Satanas será a salvação de sua alma no dia de Cristo. Ou seja, o objetivo de Paulo – nosso objetivo – em entregar alguém a Satanás é que alguma miséria impressionante virá de tal maneira que ao final a pessoa possa dizer como Jó: ”meus olhos viram o Senhor, e menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza”.

Poderia ser um tumor. Poderia ser cegueira. Poderia ser AIDS. E isso não seria nada, se salvasse a alma de Daryl do inferno [N.T - Daryl foi um missionário, da igreja em que John Piper pastoreia, que se entregou ao adultério de forma contínua, sem arrependimento algum.] . Que Jesus venha nos ajudar agora.

Por John Piper. © Desiring God | desiringGod.org

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

por John Piper | 13 de Agosto de 2011 

John PiperPaulo disse aos Filipenses que o modo de viver digno do evangelho de Cristo significa coragem ante os inimigos.

“Somente portai-vos de um modo digno do evangelho de Cristo . . . sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opõem a vocês”
Filipenses 1.27-28

Assim ele dá a lógica do destemor.

“Pois a vocês foi dado o privilégio de, não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele”
Filipenses 1.29

A lógica é esta:

Deus lhe deu dois presentes, não apenas um: a fé e sofrimento. É isto que diz o versículo 29.

Neste contexto isso significa: Tanto a sua fé em frente ao sofrimento quanto o seu sofrimento são dons de Deus. Quando Paulo diz “não se deixem intimidar por aqueles que se opõem a vocês”, ele tem duas razões em sua mente para os filipenses não serem intimidados:

Uma razão é que os que se opõem estão nas mãos de Deus. Sua oposição é um dom de Deus. Ele governa sobre isto. Este é o primeiro ponto do versículo 29. A outra razão para não ter medo é que o seu destemor, isto é, sua fé, também está nas mãos de Deus. Isto também é um dom. Este é o outro ponto do versículo 29. Portanto, a lógica do destemor frente a adversidade é esta dupla verdade: Tanto sua adversidade quanto sua fé em frente a adversidade são dons de Deus.

Por que esta lógica se chama “modo de viver digno do evangelho de Cristo” (v. 27)? Porque o evangelho é a boa nova de que o sangue da aliança de Cristo obteve infalivelmente, para todo seu povo, a obra soberana de Deus de nos conceder fé e governar nossos inimigos – sempre para nosso eterno bem.

Portanto, não temas. Seus adversários não podem fazer mais do que Deus permite. E Ele te concede a fé que você necessita. Estas promessas foram seladas e compradas pelo sangue. Promessas do evangelho.

Obs.: A tradução não é literal. Foi adaptada para ser eficientemente entendida.

Por John Piper © Desiring God. Website: desiringgod.org
O artigo original pode ser lido aqui.
Tradução: Vinícius Albuquerque
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