Categoria: Stênio Marcius


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Onde estaria Eu?
Stênio Marcius
Lá vem um Homem
Saiu de um beco
Desceu a rua
Cruzou a praça

Em direção ao templo vai
Ai meu Deus!
Traz um chicote nos ombros
Trançado por suas mãos

Lá vem um Deus
Vem decidido
Indignado
Zelo incontido

Quem ousaria então cruzar seu caminho?
Vai começar seu juízo
E é pela casa de Deus

Voa cadeira, voa barraca
Voa mesa e moeda

Passa boiada, passam ovelhas
E os devotos da barganha

Corre quem vende, corre quem compra
Corre quem intermedia

Mas o que foi alí orar, permaneceu

Mas e eu, sinceramente, onde estaria eu?
Ajoelhado e contrito ou correndo com medo de Deus?

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Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear
Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio
Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem
Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte para Honra e Glória do Tapeceiro
Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem
Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro
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